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sábado, 17 de outubro de 2009

Blue Cheer - What Doesn't Kill You (2007)


What Doesn't Kill You... é um disco importante, marcado pela volta do Blue Cheer que não lançava um disco desde Dining "With the Sharks" (1991) . O álbum conta com uma regravação de "Just a Little Bit" originalmente gravada no álbum Outsideinside, e um cover de Albert King ( composição de William Bell & Booker T. Jones), "Born Under a Bad Sign", um clássivo do blues.
'Young Lions In Paradise' tem a participação de Maria Merriman & Michelle Metz fazendo os vocais de fundo, uma das faixas mais calminhas do disco.

Outro fator importante é que as faixas:'Rollin' Dem Bones', 'Piece o' the Pie', 'Gypsy Rider', 'Young Lions in Paradise' e 'No Relief', são tocadas por Joe Hasselvander (ex-Pentagram/Raven), as demais por Paul Whaley, baterista original do grupo.

A sonoridade pesada é fiel a proposta inicial da banda, os vocais de Dickie Peterson estão ainda mais agressivos, fazendo com que esse disco mereça um lugar de destaque em sua discografia.
Uma pena ter sido o ultimo disco da banda, já que Dickie Peterson deixará saudades!

"Tenho muito orgulho de liderar uma das bandas que ajudou o Heavy Metal a se tornar realidade. No entanto, somos referência para grupos Punks e talvez tenhamos sido igualmente influentes para o Grunge e vários outros estilos. Nos anos sessenta, essas coisas não existiam. Éramos um Power Trio e só. (...) Nem existia uma definição ou rótulo para Metal na época. A música do Blue Cheer é barulhenta, honesta, crua, direta, e por isso influenciamos tantos estilos mais pesados." Dickie Peterson.




01. Rollin' dem Bones
02. Piece O' the Pie
03. Born Under a Bad Sign
04. Gypsy Rider
05. Young Lions in Paradise
06. I Don't Know About You
07. I'm Gonna Get You
08. Malajusted Child
09. Just a Little Bit [Redux]
10. No Relief

Dickie Peterson - Vocais, baixo
Paul Whaley - Bateria
Dieter Saller - Guitarra
Joe Hasselvander - Bateria



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Blue Cheer - Oh ! Pleasant Hope (1971)


"Oh! Pleasant Hope" é o canto de cisne da primeira fase do grupo, que saiu em abril de 1971, trazendo a banda consolidada em Peterson no baixo, Gary Yoder nas guitarras, Ralph Burns Kellogg nos teclados e Norman Mayell na bateria, além de novamente contar com inúmeros músicos convidados: Richard Peddicord, Kent Housman, Dehner Patten e Jack May nas guitarra, Jim Keylor e Doug Kilmer no baixo, William Trukaway nos teclados, Bob Gurland no trumpete e Ronald Stallings no sax. Ao contrário dos anteriores, que ainda trazem algum resquício dos primeiros álbuns, NENHUMA faixa deste disco lembra nem de longe aqueles petardos...

Texto: Marcos A. M. Cruz

01- Hiway Man
02- Believer
03- Money Troubles
04- Traveling Man
05- Oh ! Pleasant Hope
06- I’m The Light
07- Ecological Blues
08- Lester The Arrester
09- Heart Full Of Soul

Dickie Peterson - bass, lead vocals on tracks 7-9
Norman Mayell - guitar, sitar, drums
Gary Yoder - acoustic and electric guitars, harp, lead vocals on tracks 1-6
Ralph Burns Kellogg - organ, piano, synthesizer, bass


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Blue Cheer - The Original Human Being (1970)


"The Original Human Being", lançado em setembro de 1970, trazendo um BLUE CHEER totalmente descaracterizado em relação aos seus primeiros trabalhos, a ponto de contar com uma penca de convidados, a saber: Gary Yoder na guitarra e vocal, Jack May na guitarra, Doug Kilmer no baixo, William Truckaway no sintetizador, Martin Fierro, Frank Morin e Mel Martin no sax, Pat O'Hara no trombone(!) e Bill Atwood no trumpete.

Texto: Marcos A. M. Cruz

01- Good Times Are So Hard To Find
02- Love Of A Woman
03- Make Me Laugh
04- Pilot05- Babaji (Twilight Raga)
06- Preacher
07- Black Sun
08- Tears In My Bed
09- Man On The Run
10- Sandwich
11- Rest At Ease

Dickie Peterson - Bass, Guitar, Lead Vocals (on tracks 2,3 & 9)
Bruce Stephens - Lead Guitar
Paul Whaley- Drums
Gary Lee Yoder - Guitar, Harmonica, Vocals, Harp, Lead Vocals (on tracks 1, 4-8, 10-11)
Ralph Burns Kellogg - Organ, Piano, Synthesizer, Bass
Norman Mayell - Guitar, Percussion, Sitar, Producer, Drums


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Blue Cheer - Blue Cheer (1969 )


Depois do disco anterior, a banda atravessaria inúmeras formações diferentes até 1971, tendo lançado outros três álbuns: o "Blue Cheer", em dezembro de 1969, já contando com outro baterista, Norman Mayell, no lugar de Stephens, embora este último tenha sido o autor de três faixas, e algumas fontes afirmarem que ele participe das mesmas.

Texto: Marcos A. M. Cruz

01- Fool
02- You’re Gonna Need Someone
03- Hello L.A., Bye Bye Birmingham
04- Saturday Freedom
05- Ain’t That The Way (Love’s Supposed To Be)
06- Rock And Roll Queens
07- Better When We Try
08- Natural Man
09- Lovin’ You’s Easy
10- The Same Old Story

Bruce Stephens - guitar, lead & backing vocals
Dickie Peterson - bass, lead vocals
Ralph Burns Kellogg - keyboards
Norman Mayell - drums

Eric Albronda-Producer.background support vocals



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Blue Cheer - New! Improved! Blue Cheer (1969)


Embora viessem fazendo um relativo sucesso local (impulsionado principalmente pelo comparecimento em massa dos companheiros do Hell's Angels em seus shows), surgiram atritos entre Peterson e Stephens, com o primeiro querendo mudar o direcionamento musical do grupo, resultando na saída do guitarrista, substituído por Randy Holden.

Holden, que vinha do OTHER HALF, registraria apenas três sons com a banda ("Peace Of Mind", "Fruit & Icebergs" e "Honey Butter Lover"), e logo após uma turnê, decide cair fora, aparentemente devido à questões financeiras (o músico não teria recebido um centavo para fazer tal turnê). Em seu lugar ingressa Bruce Stephens, egresso do MINT TATTOO, que traz consigo Ralph Burns Kellogg e Gene Estes, respectivamente tecladista e percussionista.

Com isto, é lançado em março de 1969 o "New! Improved! Blue Cheer", com uma produção "de verdade" feita por Milan Melvin, trazendo no lado B as três canções registradas por Randy, daí a diferença gritante entre um lado e outro do disco, pois estas últimas contam apenas com guitarra, baixo e bateria, ao contrário das demais.
Estranhamente Randy não aparece nas fotos do disco (represália?), que conta, em algumas edições digitais, com duas canções de bônus, lançadas somente num compacto da época: "All Night Long" e "Fortunes", esta última uma versão não creditada de "Fortune Teller".

Apesar de ainda trazer resquícios da fúria dos dois primeiros álbuns (principalmente nas faixas com Randy), o "New! Improved!..." está bem distante de ambos, até porquê neste época o BC já havia perdido seu posto de "banda que tocava mais alto ao vivo", a ponto de ter sido derrotado pelo THE LITTER (que futuramente aparecerá aqui nesta coluna) numa espécie de "competição" realizada em Chicago.

Texto: Marcos A. M. Cruz

01- When It All Gets Old
02- West Coast Child Of Sunshine
03- I Want My Baby Back
04- Aces ‘N’ Eights
05- As Long As I Live
06- It’s Take A Lot To Laugh, It’s Takes A Train To Cry
07- Peace Of Mind
08- Fruit And Iceburgs
09- Honey Butter Lover


Dickie Peterson - bass, vocals
Paul Whaley - drums
Bruce Stephens - guitar (tracks 1-6)
Ralph Burns Kellogg - keyboards (tracks 1-6)
Randy Holden - guitar (tracks 7-9)


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Blue Cheer - Outsideinside (1968)



considerado por alguns como a obra prima do Blue Cheer, pois apesar de ainda ser "esporrento", traz uma boa dose de psicodelismo, além de um excelente trabalho de bateria de Whaley, que não transparecia no anterior, principalmente na instrumental "Magnolia Caboose Babyfinger", e na releitura de "(I Can't Get No) Satisfaction", do ROLLING STONES, que ganhou uma roupagem tosca e demente, impossível deixar de balançar a cabeça ao ouvi-la..."

Boa parte do álbum foi gravada ao vivo ao ar livre, daí o título (Outside = "fora de" / inside = "dentro de"), novamente sob a produção de Abe "Voco" Kesh, que confessaria mais tarde não entender patavinas do ramo...


Texto: Marcos A. M. Cruz

1- Feather’s From Your Tree
2- Sun Cycle
3- Just A Little Bit
4- Gypsy Ball
5- Come And Get It
6- (I Can’t Get No) Satisfaction
7- Magnolia Caboose Babyfinger
8- The Hunter
9- Babylon

Dickie Peterson - Vocais, baixo
Paul Whaley - Bateria
Leigh Stephens - Guitarra


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Blue Cheer - Vincebus Eruptum (1968)

Nem Led Zeppelin, nem Black Sabbath, muito menos Deep Purple. Além de terem surgido depois do Blue Cheer, estes grupos pegavam leve se comparados ao trio californiano peso-pesado, que foi o verdadeiro inventor do heavy metal. Foi a banda que projetou os arquétipos da corrente hard/heavy do rock, através de vocais ultra agressivos, amplificação saturada, microfonias e distorções elevadas, sem falar no visual desgrenhado.

Formado por volta de 1966 em plena San Francisco psicodélica, o Blue Cheer (nome de um tipo poderosíssimo de LSD) contava com o baixista/vocalista Dickie Peterson (egresso de uma banda obscura chamada Oxford Circle), o guitarrista Leigh Stevens e o baterista Paul Whaley. Eram gerenciados por um tal de Gut, que foi um dos fundadores dos Hell's Angels - e não por acaso, o trio se tornou a banda predileta da violenta gangue de motoqueiros.

Eles já entraram arrebentando na alucinada cena musical vigente em 1968 com o álbum de estreia, Vincebus Eruptum. O petardo era aberto com uma das marcas registradas do grupo: a versão absolutamente detonante de "Summertime Blues", hit do rock'n 'roller Eddie Cochran. Só que eles transformaram o rockabilly original no som mais pesado e ensandecido feito até então. O disco seguia com "Rock Me Baby", de B.B.King, em uma cover que levava às últimas consequências a eletrificação do blues urbano.

As três canções do grupo presentes no disco - todas compostas por Peterson - também não deixavam por menos. "Doctor Please" sugeria que o cantor necessitava de ajuda médica para suportar as divagações lisérgicas, tamanha a demência sonora de seus quase nove minutos. "Out of Focus" mostrava o lado mais pop da banda com um riff pegajoso permeando a música toda, enquanto a brutalidade musical retornava em "Second Time Around", com andamentos disformes, paradas bruscas e solos extensos - bem antes que isso se tornasse lugar comum e puro exibicionismo através das décadas seguintes.

Após muito ácido Iisérgico e incontáveis garrafas diárias de destilados, Stevens afinal foi substituído pelo guitarrista do Other Half, Randy Holden. Posteriormente, Peterson mudou toda a formação e incluiu teclados ao som do grupo.

Assim, de forma paradoxal, enquanto os tempos iam se tornando mais metálicos, a sonoridade do Blue Cheer ficava cada vez mais amena e rebuscada, até se esgotar em 1970. Houve algumas tentativas de revival, sem maiores resultados, mas o grupo deixou sua marca sonora nua e crua no rock'n'roll. Distante do virtuosismo de um Jimi Hendrix ou de um Cream, o trio era odiado pela crítica por sua incompetência técnica, sendo que justamente naqueles três acordes com resoluções inusitadas que residiam seus maiores méritos e o charme da música deles.

Pioneiros no crossover punk metal, Peterson & cia desbravaram os caminhos para formações como The Stooges e MC5 e foram tudo aquilo que a turma de Seattle, neo-hippies e afins tentaram ser, mas nunca conseguiram.

Texto: Sérgio Barbo, Bizz#108, julho de 1994




1. Summertime Blues
2. Rock Me Baby
3. Doctor Please
4. Out Of Focus
5. Parchment Farm
6. Second Time Around

Dickie Peterson - Vocais, baixo
Paul Whaley - Bateria
Leigh Stephens - Guitarra


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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

R.I.P. Richard ‘Dickie’ Peterson (Blue Cheer) (1948 – 2009)

Blue Cheer: morre o baixista e fundador Dickie Peterson Em 12/10/09 Faleceu hoje, 12 de outubro de 2009, aos 61 anos de idade, um dos fundadores do BLUE CHEER, o baixista e vocalista Dickie Peterson. Ainda não foi divulgada a causa de sua morte, mas se sabe que Dickie estava internado num hospital na Alemanha e passara por diversos problemas de saúde recentemente. O Blue Cheer estava em turnê de seu mais recente disco "What Doesn't Kill You..." e é umas das bandas embrionárias do heavy metal chegando a influenciar o próprio Black Sabbath.
"Eles passaram um pouco despercebidos, mas na época nenhuma banda era tão pesada quanto o Blue Cheer"-Geddy Lee.


Por: Igor Luis(Comunidade Hardvacas)