Estou começando com o processo de re-postagem do blog, mas também irei continuar postando algumas boas novidades!
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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Terry Reid - Seed Of Memory (1976)


"Sim, Terry Reid é o maluco que, não satisfeito em ter jogado o melhor emprego do mundo no lixo (afinal, foi o primeiro vocalista cogitado por Jimmy Page para assumir o microfone dos New Yardbirds, protótipo de uma obscura bandinha de garagem conhecida por Led Zeppelin, mas polidamente declinou do convite), ainda tornou-se responsável por metade do line-up desta que foi, é e sempre será a maior banda de todos os tempos.

Calma, eu explico esta matemática: ao recusar o convite feito por Page, Reid indicou um obscuro vocalista de nome Robert Plant que, por sua vez, carregou o maior baterista da história, John Bonham. No entanto, isso é tudo que sempre soube do cara pois nunca o havia escutado, até porque nunca vi sequer um disco seu lançado por aqui.

Terry Reid foi um típico prodígio. Aos 15, este inglês de Huntington foi descoberto por Peter Jay, baterista e líder de uma banda de baile de certo sucesso local -The Jaywalkers- e juntos lançaram alguns singles entre 66 e 67 antes da dispersão. Imediatamente, Reid chamou a atenção do tubarão Mickie Most, que não perdeu tempo e lançou o single 'Better By Far', feita sob medida para as rádios. Com este primeiro objetivo alcançado, chegou a hora de lançar um álbum e é nesse instante que surgem as primeiras desavenças entre Reid e o linha dura, e reconhecido escravagista musical, Most. Enquanto Reid desejava impor seu excelente material autoral com arranjos recheados de psicodelia, folk e blues, Most mantinha-se firme em seu propósito de torná-lo um baladeiro típico da época. E o primeiro round foi vencido por Reid que, astutamente, cedeu à imposição do cover de 'Bang Bang' (sucesso na voz de Nancy Sinatra, e completamente 'desconstruída' neste novo arranjo), e que acabou por dar título ao álbum, mas incluiu uma estupenda recriação com mais de 10 minutos de 'Season Of The Witch' de Donovan, uma de suas maiores infuências. No mais, todo o restante do material era completamente autoral, incluindo obras-primas como 'Wrinting On The Wall', 'Without Expression', 'Tinker Taylor' e 'Loving Time' (boa demaaaaaiiiis!!!). O resultado foi um fracasso de vendas, apesar do reconhecimento de seu talento por, entre outros, Van Morrison, Graham Nash, Eric Clapton, Jimi Hendrix (consta que chegou a rolar umas jams) e, lógico, Jimmy Page. Só um detalhe: Terry Reid tinha apenas 18 anos."

1)Faith To Arise
2) Seed Of memory
3)Brave awakening
4)To Be Treated Rite
5)Ooh Baby ( make me feel so young )
6)the Way you walk
7)The Frame
8)Fooling You

Musicians :

Terry Reid - guitar and vocals
Lee Miles - bass
David Lindley - acoustic & slide guitar and violin
Graham Nash - vocal harmonies
Soko Richardson - drums ( except 5 & 6 )
James Gadson - drums ( 5 & 6 )
Ben Keith - pedal steel
Al Perkins - pedal steel
Jesse Ehrlich - cello
Al Viola - balalaika
Plas Johnson - saxaphone
Tim Weisberg - flute
Joel Bernstein - acoustic guitar ( 4 )
Fred Wesley - horn
Clifford Solomon - horn
Blue Mitchell - horn



Agradecimentos a minha amiga Gleici Any (Page) que não parava de falar na minha cabeça para baixar esse disco.

sábado, 24 de outubro de 2009

Atoll - Musiciens et Magiciens (1974)


Disco debut desse excelente quinteto francês. A banda começou como uma influencias de West Coast, fazendo uma especie de folk-rock/country-rock. Musiciens et Magiciens foi lançado no ano de 1974, apresentado textos filosóficos muito bem cantados pelo vocalista André Balzer, nesse disco pode se notar influencias de Genesis, Yes e King Crimson, Confiram!

01. L’hymne Medieval - 3:15
02. Le Baladin Du Temps - 11:11
03. Musiciens-Magiciens - 3:49
04. Au-Dela Des Ecrans De Cristal - 5:32
05. Le Secret Du Mage - 2:59
06. Le Berger - 3:50
07. Je Suis D’ailleurs - 8:04
08. Au-Dela Des Ecrans De Cristal (live) - 4:31
09. Fille De Neige (live) - 6:48
10. Je Fais Un Reve (live) - 3:35
11. Musiciens-Magiciens (live) - 4:40

- André Balzer / lead vocals
- Luc Serra / guitars, synthesizer, percussion
- Jan-Luc Thillot / bass
- Michel Taillet / keyboards, percussion
- Alain Gozzo / drums, percussion



senha: sakalli

Barclay James Harvest - Once Again (1971)


Banda formada em Oldham (UK) no ano de 1968, com a seguinte formação: John Less (guitarras e vocais), Les Holroyd (baixo, guitarras e vocais), Stewart Wolstenholme (teclados), e Mel Pitchard (bateria).
Seu som é um Crossover Prog, com base no folk, sendo cativante com uma maravilhosa linha melódica.
A banda tem uma importante discografia, sendo que depois de 1999 passaram a existir 2 projetos; BJH featuring Les Holroyd e John Lees Barclay James Harvest.

1. She Said (8:19)
2. Happy Old World (4:39)
3. Song For Dying (5:01)
4. Galadriel (3:14)
5. Mocking Bird (6:38)
6. Vanessa Simmons (3:45)
7. Ball And Chain (4:48)
8. Lady Loves (3:57)
Bonus Tracks on EMI remaster (2002):
9. Introduction - White Sails (A Seascape)
10. Too Much On Your Plate (live in the studio)
11. Happy Old World (quad mix)
12. Vanessa Simmons (quad mix)
13. Ball And Chain (quad mix)

- Les Holroyd / bass, acoustic guitar, lead vocals, keyboards
- John Lees / guitars, lead vocals
- Mel Pritchard / drums, percussion
- Woolly Wolstenholme / keyboards, Mellotron, vocals, guitar


ou

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Brigg - Brigg (1973)


Brigg foi um trio de Folk/psicodelico formado por Rusty Foulke (guitarras, vocal), Jeff Willoughby (baixo, percussão, piano, flauta, vocal), Rob Morse (guitarra, violão, vocal). Eles lançaram apenas um disco, o auto-intitulado “Brigg”, no ano de 1973. Contando ainda com a participação de dois músicos, Rick Klinger (percussão) e Webb Kline (teclados). O disco inicia com a faixa “Hey Mister”, uma das poucas que fleta com o Hard, a maioria das musicas segue numa linha folk psicodélica, com passagens de flautas e canções mais acústicas.

01. Hey Mister (3:17)
02. Universe (5:31)
03. Took It Away (3:35)
04. New Found Rain (2:37)
05. If Only You Could See Me Now (3:22)
06. The War Is Over (2:53)
07. Linda (5:33)
08. And You Know (2:45)
09. Sneaker Tounge (0:32)

Rusty Foulke (lead guitar, vocals)
Jeff Willoughby (bass, percussion, piano, flute, vocals)
Rob Morse (guitar, vocals)
Rick Klinger (percussion)
Webb Kline (keyboards)


ou

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Made in Germany - Made in Germany (1971)


Banda alemã, formada en Berlin, gravou apenas um LP, em 1971. Embora seja rotulado em varios blogs por ai como uma banda de Krautrock, vejo o Made in Germany como uma banda de folk progressivo. O disco conta com o vocal feminino de Rita Peuker, orgão e flauta transversal em destaque, para qualquer amante do genero se deliciar.

1 Made in Germany 2:49
2 The Arrow and the Song 6:55
3 Find Your Way 3:21
4 Pain of War 3:14
5 Leisure 5:42
6 Don't Forget the Time 3:06
7 Away 4:54
8 Man in History 9:33
9 Custom of Live 3:22
10 That's What I Want to Do 3:15
11 Birthday 2:07
12 Magic Land 3:02
13 In the Hell 2:21
14 Here I Am 2:58
15 Assembly Line 4:30
16 Isn't It Fine 4:09

Dieter Alsleben - drums, percussion
Hans-Dieter Graber - organ, piano
Joachim Pade - sax, flute, vocals, percussion
Stephan Pade - bass, vocals, percussion
Rita Peuker - vocals, percussion
Wolfgang Schulz - guitar, vocals,

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domingo, 12 de julho de 2009

Gygafo - Legend Of The Kingfisher (1973)


Banda de progressivo inglesa com pitadas sutis de psicodelia. Lançaram apenas um disco, legend of the Kingfisher no ano de 1973, disco raro,onde foram prensadas apenas 140 copias originais. Há muita flauta, sons de aves, água e outros sons típicos do verão entre as faixas desse disco criando um ambiente diferente, confiram!


1. Solid Man Song (3:54)
2. A Room With A View (5:35)
3. A. Waiting For The Rain B. Entering Winds Of Long Ago C. Seasons weather (Coming Home) (12:07)
4. And A Time To think (Box 1) (4:43)
5. Today I Am (5:44)
6. The Legend Of The Kingfisher (9:56)
7. What You Don`t Know (8:49)
8. Nineteen Eighty Four (5:18)

John Atkinson / vocals, guitar, mandolin, flute, glockenspiel
Paul Kent / bass
Pete Nickson / drums, percussion
Charlie Speed / lead guitar, backing vocals
Eddie Stringer / keyboards, backing vocals
With:- Mike Levon / saxophone, air guitar

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Family - Fearless (1971)


Um album simplesmente brilhante! Um dos melhores trabalhos de progressivo que já ouvi e que pode agradar a gregos e troianos.

Fearless é um mix de rock, folk, progressivo e experimentalismo, confirmando o Family como um grupo totalmente avant-garde, ultrapassando os limites tradicionais do rock and roll e avançando sobre o território desconhecido, tal qual um front militar em uma batalha decisiva.
Tão decisivo foi a proposta musical do Family, que sua carreira não durou mais que seis anos, dissolvendo-se em 1973, talvez por brigas internas ou pela constante mudança de formação, não sei ao certo.

O fato é que seus trabalhos são excelentes, verdadeiras obras-primas, em especial Fearless, com sua coleção de pérolas, como Larf and Sing, Spanish Tide, Take Your Partners e a linda Burning Bridges.

Há de se ressaltar a grande colaboração do sempre polivalente baixista e vocalista John Wetton, decisivo na criação e execução de Fearless e que, mais tarde, emprestou seu talento ao King Crimson, em sua fase mais visceral e avassaladora (1972-74).
Mas não foi apenas Wetton o responsável por essa maravilha: ao seu lado estavam o grande Roger Chapman (vocais e outros), mentor e líder dessa família, sujeito absolutamente maluco (basta ver a apresentação da banda no festival da ilha de Wight, em 1970), Charlie Whitney (guitarra e outros), John Palmer (teclados e outros instrumentos que contenham pelo menos uma tecla) e Rob Tonwsend (bateria).

01 Between Blue And Me
02 Sat'D'Y Barfly
03 Larf And Sing
04 Spanish Tide
05 Save Some For Three
06 Take Your Partners
07 Children
08 Crinkley Grin
09 Blind
10 Burning Bridges
11 In My Own Time
12 Seasons

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Crosby, Stills, Nash & Young - Déjà Vu (1970)

Na virada dos anos 60 para os 70 era comum músicos deixarem suas bandas de origem e juntar-se a outros músicos, e assim formar novos “supergrupos”. E se não bastasse, batizavam suas novas bandas com seus sobrenomes, como em grandes corporações industriais ou comerciais.

Crosby, Stills, Nash & Young é uma união fantástica e duradoura, nem sempre lançando discos com os quatro juntos, mas volta e meia sempre acontece alguma parceria entre eles.
Os caras já haviam lançado seu primeiro disco homônimo, sem Neil Young, mas esse “Déjà vu” é fenomenal, maravilhoso e perfeito!! A fusão de rock com folk e country é perfeita, sem falar na combinação de suas vozes, a grande marca de seus trabalhos.
Não há disco no mundo melhor do que esse para escutar em um rancho ou sítio – o verdadeiro “rock rural”.

Até mesmo no Brasil, bandas como Sá, Rodrix e Guarabira também fizeram seu rock rural, tamanha proporção que a música do CSN&Y atingiu naquela época e tomou de assalto o mundo, com uma nova proposta musical. Fizeram sua segunda apresentação como trio, no festival de Woodstock, diante de uma platéia de 400.000 espectadores e o sucesso foi apenas uma conseqüência na carreira desses brilhantes músicos. Em seguida, o canadense Neil Young veio juntar-se ao grupo.

“Carry On”, “4+20”, “Déjà vu” e “Helpless” nos transportam imediatamente para a vida no campo, mesmo que você, sequer alguma vez em sua vida, tenho visto o que é uma bosta de vaca. Tem também queles rocks arrasa-quarteirão como “Almost Cut My Hair” (mais bicho-grilo que esse título não há), “Woodstock” e “Everybody I Love You”.

Destaque todo especial para “Country Girl”, uma música onde a voz com sotaque caipira de Neil Young é apoiada pelas vozes de Graham Nash, David Crosby e Stephen Stills. Esbanja emoção.
Estamos falando de uma época perdida no tempo... uma época em que saber cantar e tocar era fundamental e que estava muito, muito longe de terem o auxílio de programas de computador que corrigiam as vozes. Era tudo feito na raça e com emoção.

1. "Carry On" (Stills) – 4:26
2. "Teach Your Children" (Graham Nash) – 2:53
3. "Almost Cut My Hair" (David Crosby) – 4:31
4. "Helpless" (Young) – 3:33
5. "Woodstock" (Joni Mitchell) – 3:54
6. "Déjà Vu" (Crosby) – 4:12
7. "Our House" (Nash) – 2:59
8. "4 + 20" (Stills) – 2:04
9. "Country Girl" (Young) – 5:11
* "Whiskey Boot Hill"* "Down, Down, Down"* Country Girl (I Think You're Pretty)
10. "Everybody I Love You" (Stills, Young) – 2:21

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terça-feira, 23 de junho de 2009

The Creation - We Are The Paintermen (1967)



Banda que lançou apenas um unico disco, "We Are the Paintermen" surpreende pelo grande numero de canções autorais e pelo bom entrosamento dos musicos que sem duvida expõe mais guitarras, e curiosamente, antes que Jimmy Page toca-se guitarra como se fosse violino, como fez no ultimo ano dos Yarbirds, Eddie Phillips ja havia feito essa tal experiencia, mas não levou fama com isso. Seu som éra baseado nas bandas folk-rock como Buffalo Springfields com os melhores momentos hard dos Yarbyrds, não que fosse influenciado por essas bandas, já que elas surgiram meio que no mesmo momento, mas é interessante saber como a soma de Blues Elétrico, Folk e Rock basico davam elementos necessario para criar um novo estilo musical.
E em se tratando de que o pscodélico foi a "encarnação anterior" do que seria rock-progressivo, é bom lembrar que a safra de bandas nesse padrão foi mais frutifera na Inglaterra no início e só depois apareceu nos EUA. Para esse registro o Creation gravou apenas 03 covers ("Cool Jerk," "Like a Rolling Stone," "Hey Joe") e as outras faixas em sua maioria não deixa duvida da supremacia de Phillips como compositor. Infelismente depois que a banda acabou, Phillips foi trabalhar como motorista de onibus e os demais integrantes tambem acabaram terminando suas atividades musicais por ai mesmo.

Faixas:

1. Cool Jerk - 2:20
2. Making Time - 2:57
3. Through My Eyes - 3:06
4. Like a Rolling Stone - 2:59
5. Can I Join Your Band - 3:04
6. Tom Tom - 2:56
7. Try and Stop Me - 2:27
8. If I Stay Too Long - 3:23
9. Biff, Bang, Pow - 2:25
10. Nightmares - 3:12
11. Hey Joe - 4:09
12. Painter Man - 2:53
13. How Does It Feel to Feel - 3:04
14. Sylvette - 2:43
15. I Am the Walker - 2:47
16. Ostrich Man - 2:58
17. Sweet Helen - 3:01
18. Life Is Just Beginning - 3:23
19. For All That I Am - 3:09
20. Midway Down - 3:02
21. Hurt Me If You Will - 2:55
22. I'm Leaving - 3:33
23. Work All Day (Sleep All Night) - 2:57
24. Going Down Fast - 2:36

Musicos:

Bob Garner - Baixo.
Eddie Phillips - Guitarra.
Kenny Pickett - Vocais.
Jack Jones - Bateria.

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